Algo que sempre me surpreendeu foi a grande criatividade dos prezados funcionários como, por exemplo, as grandes e renováveis vassouras de folhas que os rapazes da manutenção e da jardinagem usam em seu dia a dia, ou que pelo menos costumavam usar. E um dia quando chego de manhã na escola ao invés de ver o funcionário varrendo com as tradicionais vassouras, vejo o que parece ser um soldado em batalha. Exageros a parte, vejo o pessoal pilotando um grande, robusto e barulhento assoprador de folhas. No primeiro momento mau me dei conta daquilo e de suas implicações. Mais tarde refletindo comecei a ficar preocupado. Como, de um dia para o outro nossa escola que era altamente criativa e a favor da reciclagem, como o exemplo da vassoura de folhas, passa a usar uma maquina movida a gasolina? Do 100% reciclável passou para o 100% poluidor? Convenhamos é claro que tal equipamento pode ter trazido uma praticidade maior ao ato diário de limpar a calçada, poupando os funcionários. O que mais me preocupa é o impacto desta ação. Tal fato é um exemplo pequeno, mas significativo. Crescerão as crianças da escola com a mesma mentalidade questionadora e modificadora que crescemos?A criança que se acostumar a ver o assoprador de folhas sendo usado (poluindo) em seu cotidiano se integrará aos projetos do Eco-estudantil, será de fato no futuro um cidadão consciente e ativo? Volto a ressaltar que é uma pequena ação, que para muitos de nós pode ter passado desapercebido, mas temos que prestar atenção a nossa volta e as pequenas mudanças que ocorrem.
Eu, como grande parte dos alunos que se encontram hoje no Ensino Médio fui “criado” pelo Santa . Desde pequenos plantávamos árvores com os jardineiros, limpávamos praças, nos envolvíamos em projetos do Eco-estudantil entre outras ações desde estilo. E durante todo o tempo sentíamos o compromisso da escola com essas atividades.
Autor: Gabriel Toledo
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Um comentário:
É..a escola tem algumas incoerências... por exemplo: alguém já parou pra pensar em quantos quilos de papel cada aluno do santa recebe por ano?? Porém, comparado à maioria das escolas, o Santa ainda tem uma preocupação ambiental enorme...talvez essa mudança tenha tido um motivo.
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